No dia 16/08/1977, falecia no Baptist Memorial Hospital, o rei do rock, Elvis Presley, deixando órfãos os amantes do puro e verdadeiro rock’n’roll. Mas é ingênuo quem diz que a história desse ‘’caipira’’ de Tupelo, Mississipi, centro comercial de uma zona rural, entre as cidades de Memphis, Tennessee e Birmingham, Alabama estaria fadada apenas a livros e filmes e singles, muito pelo contrário, a morte de Elvis foi o nascimento de uma pura e verdadeira lenda.

Elvis e seus pais Vernon Presley e Gladys Presley (foto: reprodução/internet)
Elvis e seus pais Vernon Presley e Gladys Presley (fotos: reprodução/internet)

Vindo de família religiosa, desde cedo Elvis já cantava em corais de igreja. Seus cabelos loiros deram lugar a uma bela cabeleira negra, que o rei tratara de tingir. Teria um irmão gêmeo, não fosse o fato de Jesse ter nascido morto. Histórias que fariam parte de inúmeras biografias do rei. Os vários singles, o topete, sua marca registrada, o pioneiro no jeito ‘’galã’’ de se vestir e agir. Um dos pioneiros no ramo dos músicos que se arriscaram no cinema, entre tantos outros pontos, um dos que mais marcam é o fato de Elvis ter se tornado uma figurinha carimbada no cotidiano de muitos, inclusive em alguns que acreditam que o rei não morreu, e sim, forjou sua morte para se livrar daquela vida de glamour e desgastes tanto físicos quanto psicológicos.

Elvis em seu primeiro single (foto: reprodução/internet)
Elvis em seu primeiro single (foto: reprodução/internet)

No dia 21 de Agosto de 1977, exatamente 5 dias depois da morte de Elvis, um produtor musical de nome Carrey Lewis afirmou ter ouvido uma conversa do rei do rock com uma rádio de Memphis, boato desmentido e até em grande ponto muito vago, deixando brechas para Lewis se tornar alvo de gozações e represálias por criar difamações em torno do símbolo que Elvis se tornara.

Elvis em um de seus shows (foto: reprodução/internet)
Elvis em um de seus shows (foto: reprodução/internet)

‘’ A propaganda é a alma do negócio’’. Essa frase se justifica fortemente em torno de mitos que se foram, ou como a cultura Pop influencia muita gente e transforma pessoas em símbolos. Assim como os Beatles, Bob Marley, Jim Morrison, isso porque cito apenas os nomes ligados à música. É fácil entender essas lendas em torno do rei do rock e como ele se tornara um símbolo de publicidade que infesta a cultura pop. Carrey Lewis, de um mero produtor musical, teve seus 15 minutos de fama, e ainda conseguiu produzir alguns discos de bons nomes musicais da época. E veja por exemplo como não afeta apenas os Estados Unidos, um exemplo é em uma matéria em que se afirma que Elvis estaria vivo na Argentina com nome falso, vivendo ás margens do Rio Prata. É essas e outras lendas que transformam um simples mortal em algo comparável a um santo, ou um deus.

Elvis dando seu autografo para fans em 1959 (foto: reprodução/internet)
Elvis dando seu autografo para fans em 1959 (foto: reprodução/internet)

Até no Brasil o rei do rock já foi ‘’visto’’, com seus 72 anos, ostentando um corpo robusto e um certo olhar cansado. E é engraçado analisar os fatos sobre essa ‘’nova vida’’ de Elvis. Nos faz perguntar e nos indagar sobre o mundo das estrelas, o qual muitos sonham, mas que talvez não seja exatamente o mundo a qual devam pertencer. Elvis se torna uma referência não apenas no sentido musical, mas também no sentido de como encaramos nossa própria vida e sonhos. A criança que sonha em se tornar um Ronaldinho, talvez não imagine o quanto de preconceito e ingratidão se encontra nessa área. Ou o jovem que tem sua banda de garagem e sonha em se tornar um Elvis, não imagina a pressão que esse mundo impõe.

Elvis atendendo aos fans (foto: reprodução/internet)
Elvis atendendo aos fans (foto: reprodução/internet)

Quase 40 anos após sua morte e Elvis continua sendo um ícone de teorias e especulações, mas principalmente um símbolo da criação não de apenas de um estilo musical, mas também de um estilo de vida. O rock jamais seria o que é sem Elvis, e o mundo nunca seria mesmo sem o rei. Vivo ou morto não importa, porque ‘’lendas nunca morrem’’. Vida longa ao rei.

Elvis se estivesse vivo (fotos: reprodução/internet)
Com ajuda de aplicativos de imagem essa seria a aparência do rei, se estivesse vivo (fotos: reprodução/internet)
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