Do aclamado diretor Damien Chazelle (La la Land) o filme “O Primeiro Homem” narra a história de Neil Armstrong (1930-2012), primeiro homem a pisar na Lua. A trama inicia quando Neil ainda era piloto de testes da aeronáutica até quando, já na Nasa, disse a célebre frase “este é um pequeno passo para um homem, mas um enorme salto para a humanidade” em solo lunar.

Em coletiva de imprensa Chazelle diz que ele “e todas as pessoas da minha geração crescemos com a chegada à Lua como um fato naturalizado, já com as imagens de arquivo absorvidas e  fui ficando mais fascinado pelo assunto à medida que pesquisei para o filme. Quando vi o passo a passo até chegarem lá e soube os gastos enormes que foram necessários… Tudo isso me compeliu ainda mais.”

Mais uma vez Ryan Gosling estrela em um filme de Chazelle, ambos trabalharam em “La La Land”. O filme usa como base a biografia “First Man: The Life of Neil A. Armstrong”, de James R. Hansen, que procura entender por que um homem naturalmente reservado, introvertido, se entregava a correr riscos tão grandes como o de desbravar o espaço sideral. “Sabemos muito sobre a ida de Neil para a Lua, mas é importante saber da história da vida dele que ficou aqui embaixo”, diz Chazelle.

“Neil era daquele tipo de pessoa que intencionalmente leva as coisas além de onde se espera. Existe um certo tipo de gente que é assim, como ele, e que é um tipo muito diferente de como eu sou na realidade”,  diz Gosling,  ator especialista em usar seu jeito introvertido de maneira produtiva.

O filme traz, também, a performance de Claire Foy (a rainha Elizabeth da série “The Crown”), como sua mulher.

“Tudo foi muito bem colocado [no filme] como uma realização humana. Neil era muito humilde, tirava o foco de si para jogar sobre todos os que aquilo tudo possível. Não acho que ele se via como um herói americano, nas minhas pesquisas percebi justo o contrário. E a intenção do filme era reverenciar esse homem e como viveu sua vida”, conclui Gosling.

“O Primeiro Homem” estreia no dia 11 de outubro no Brasil.

O roteiro patina, também, ao deixar de falar de mais detalhes sobre o contexto da corrida espacial e ter por foco quase que exclusivamente no drama pessoal de Armstrong. Desperdiça, assim, o potencial metafísico da busca do homem por conhecer melhor seu lugar no mundo e o que o cerca; para Chazelle, a ida à Lua é basicamente o fruto de um acerto de contas individual.

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