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	<title>Arquivo de Artigo - ZonnaVIP</title>
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	<title>Arquivo de Artigo - ZonnaVIP</title>
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		<title>Amadorismo Maquiavélico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mr. Monkey Señorito]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2025 08:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Amadorismo Político do Tempo Analógico Nicolau Maquiavel, em O Príncipe (1513), expõe com clareza o valor do controle coercitivo e do uso estratégico da força como elementos de governo. Em&#8230;</p>
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<p><br></p>



<h2 id="amadorismo-politico-do-tempo-analogico" class="wp-block-heading">Amadorismo Político do Tempo Analógico</h2>



<p class="has-drop-cap is-cnvs-dropcap-bordered">Nicolau Maquiavel, em O Príncipe (1513), expõe com clareza o valor do controle coercitivo e do uso estratégico da força como elementos de governo. Em suas palavras: “É muito mais seguro ser temido do que amado, quando se tenha de carecer de uma das duas” (Cap. XVII). Mas esse movimento que insiste em operar com as lógicas e mecanismos de um mundo medieval, imerso em um universo digital, sobrevive? Essa prática tenta sustentar sua legitimidade por meio de prerrogativas herdadas de um tempo em que a comunicação era lenta, controlada e, em grande medida, filtrada pelas estruturas de poder ainda faz sentido? </p>



<p>No universo de Maquiavel, de comunicações demoradas e de limitada circulação de informação, fazia sentido imaginar o poder como um espaço delimitado, onde o soberano poderia conter, ainda que não plenamente, os comportamentos sociais. O medo, a autoridade e o monopólio da força eram alicerces possíveis e eficazes para sustentar governos.<br><br>Porém Maquiavel escrevia a partir de um <strong>contexto muito específico</strong>. <em>O Príncipe</em> foi redigido no início do <strong>século XVI</strong>, durante seu exílio em Sant’Andrea, após ser afastado de suas funções políticas na República de Florença. A Itália daquele período era uma península fragmentada em cidades-Estado rivais, <strong>constantemente ameaçada por invasões físicas estrangeiras</strong> (França, Espanha, Sacro Império Romano-Germânico).</p>



<p>Esse ambiente urbano em que Maquiavel viveu estava longe de qualquer padrão moderno de organização social: as ruas eram insalubres e sujeitas a epidemias frequentes, e as concepções de saúde ainda estavam presas a práticas rudimentares, muitas vezes ligadas à astrologia ou à medicina hipocrática. Nesse cenário, o pensamento político se voltava menos para o bem-estar coletivo no sentido moderno e mais para a sobrevivência imediata da <strong>ordem social</strong> e da <strong>autoridade do governante.</strong></p>



<p>Portanto, é a partir dessa realidade que Maquiavel faz sua análise reduzida à lógica do poder cru — força, medo, astúcia, dobrar a aposta — como mecanismos de contenção em um espaço-tempo de fragilidade institucional e precariedade social.</p>



<h2 id="dobrando-a-aposta-all-in-em-um-jogo-obsoleto" class="wp-block-heading">Dobrando a aposta: All-in em um jogo obsoleto</h2>



<p>O destino de quem seguiu Maquiavel “ao pé da letra”, aplicando fielmente a lógica do <strong>medo</strong>, <strong>ou tudo ou nada</strong>, e do uso da força estatal de forma injusta e bruta como base do poder acabaram, em grande parte, <strong>caindo de forma trágica</strong>.</p>



<p>Richelieu conseguiu centralizar a França, mas sua memória é marcada por intrigas e pela imagem de manipulação cruel. Napoleão, apesar de ter construído um império fulminante, terminou derrotado, exilado e humilhado. Mas um dos exemplos mais emblemáticos na história recente foi<strong> Benito Mussolini</strong>, um governante declaradamente “maquiavélico”, terminou linchado em praça pública em 1945, exposto em praça como um <strong>aviso histórico</strong> contra o abuso do poder.</p>



<ul class="wp-block-list"></ul>



<p>O que se percebe, portanto, é que a aplicação da lógica maquiavélica — ser temido, manipular, subjugar, dobrar o ataque — jamais garantiu perenidade. Em curto prazo (às vezes anos), a tirania pode até desfrutar de um auge, mas, em longo prazo, ela é corroída por sua própria rigidez. É a <strong>hubris</strong> — a arrogância desmedida que cega o governante e o faz acreditar que seu poder é absoluto — que prepara inevitavelmente sua queda.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1082" height="718" src="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/napoleon.png?x15487" alt="" class="wp-image-2810" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/napoleon.png 1082w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/napoleon-800x531.png 800w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/napoleon-120x80.png 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/napoleon-90x60.png 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/napoleon-320x212.png 320w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/napoleon-560x372.png 560w" sizes="(max-width: 1082px) 100vw, 1082px" /></figure>



<p>E quando esse momento chega, os mesmos que antes aplaudiram no auge passam a expulsar e a expurgar aquele líder, relegando-o à história não como protagonista, mas como simples peça de um jogo maior. O que, constantemente, deixa claro que, nunca foi detentor de um poder próprio e absoluto: era apenas um <strong>elemento descartável</strong>, usado enquanto servia, e depois abandonado como ruína de sua própria ilusão de grandeza.<br><br>Não por acaso, o destinatário do manuscrito <em>Dos Principados</em>, a quem Maquiavel em vida buscou se oferecer como conselheiro — Lourenço II de Médici, em Florença — já teve sua influência limitada. <em>Dos Principados</em>, que mais tarde se tornaria <em>O Príncipe</em>, havia sido dedicado justamente a Lourenço como uma forma de reconciliação e tentativa de reinserção política de Maquiavel após sua queda em desgraça, quando em 1512 foi afastado da chancelaria de Florença, acusado de conspiração, preso e torturado com a volta dos Médici ao poder</p>



<h2 id="ponto-historico-de-maquiavel-a-revolucao-francesa" class="wp-block-heading">Ponto histórico: de Maquiavel à Revolução Francesa</h2>



<p>Se Maquiavel via a força e o temor como instrumentos indispensáveis para a estabilidade do governo, a Revolução Francesa rompeu com essa lógica ao colocar em seu lema <strong>“Liberdade, Igualdade, Fraternidade”</strong>. O absolutismo, sustentado por séculos de coerção, foi derrubado em nome de um novo paradigma: o poder como expressão da <strong>vontade do povo</strong>.<br><br>Esse contraste deixa claro que a visão de Maquiavel estava enraizada em um tempo limitado, no qual o poder se resumia a sobreviver em meio ao caos e conter comportamentos sociais pela força. A história mostrou, entretanto, que novas formas de organização política — mais plurais, abertas e orientadas à cidadania — emergiram justamente da superação dessa rigidez. E ela permanece em constante evolução, mesmo que surjam por vezes tiranos, que, no final, acabam servindo como um ponto de inflexão, um degrau para a evolução e a certeza do que, como sociedade, não queremos mais e não aceitaremos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1160" height="918" src="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/09/Eugene_Delacroix_-_La_liberte_guidant_le_peuple-1160x918.jpg?x15487" alt="" class="wp-image-2815" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/09/Eugene_Delacroix_-_La_liberte_guidant_le_peuple-1160x918.jpg 1160w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/09/Eugene_Delacroix_-_La_liberte_guidant_le_peuple-800x633.jpg 800w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/09/Eugene_Delacroix_-_La_liberte_guidant_le_peuple-120x95.jpg 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/09/Eugene_Delacroix_-_La_liberte_guidant_le_peuple-90x71.jpg 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/09/Eugene_Delacroix_-_La_liberte_guidant_le_peuple-320x253.jpg 320w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/09/Eugene_Delacroix_-_La_liberte_guidant_le_peuple-560x443.jpg 560w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/09/Eugene_Delacroix_-_La_liberte_guidant_le_peuple.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1160px) 100vw, 1160px" /><figcaption class="wp-element-caption">Eugène Delacroix -La liberté guidant le peuple</figcaption></figure>



<h2 id="a-ruptura-digital" class="wp-block-heading">A Ruptura Digital</h2>



<p>Essa lógica se mostra ainda mais anacrônica no cenário atual. Vivemos em uma era plural, hiperconectada e de circulação instantânea de ideias em escala mundial. Não há mais como conter fluxos de informação nem se apoiar em uma rigidez que se pretende universal. O poder que tenta manipular sob o pretexto do “bem social” acaba frequentemente se revelando como um uso ilegítimo de mecanismos legítimos — não em nome do povo, mas em benefício de interesses particulares.</p>



<p>Essa prática não é nova: atravessa a história como uma constante. <strong>Antes, imperadores</strong> usavam a autoridade divina e a força das legiões como justificativa de dominação; <strong>depois, reis</strong> sustentaram seus tronos em narrativas de direito hereditário; <strong>a Igreja</strong> transformou a fé em instrumento de coerção e disciplina coletiva; já na modernidade, o poder <strong>caiu no colo de presidentes e políticos</strong>, muitas vezes servindo a projetos pessoais em detrimento do bem comum; e hoje vemos essa lógica ecoar até mesmo no <strong>judiciário</strong>, quando sua função primordial de guardião da lei é deturpada em prol de interesses corporativos, ideológicos ou de protagonismo político.</p>



<p>Essa linha de continuidade revela que, embora mudem os atores, a tentação de instrumentalizar instituições legítimas para fins próprios permanece. O que se altera é o ambiente. A pretensão de aplicar táticas de contenção e coerção herdadas de um passado analógico — e até medieval — encontra-se agora em um <strong>mundo digital, sem fronteiras, instantâneo e impossível de conter</strong>. Se antes era possível manipular informações por meio de censura, monopólio da escrita ou controle da imprensa, hoje vivemos em um universo aberto, em que qualquer tentativa de controle não apenas se revela improvável, mas tende a se voltar contra quem busca exercê-lo.</p>



<p>Trata-se de uma forma clara de <strong>amadorismo político</strong>: insiste-se em fórmulas esgotadas, incapazes de compreender e dialogar com a realidade moderna. Antigamente, derrubar um tirano exigia décadas, conflitos armados, guerras civis e milhares de mortes; já na era digital, um impeachment pode ser deflagrado em questão de meses — quase num “clique” — quando o povo se organiza e ocupa as ruas, como ocorreu na <strong>Primavera Árabe (2010–2012)</strong>, quando manifestações organizadas por meio de redes sociais derrubaram regimes autoritários na Tunísia, Egito e Líbia, além de desafiar ditaduras na Síria e em outros países do Oriente Médio; na renúncia de <strong>Hosni Mubarak, no Egito (2011)</strong>, após 30 anos no poder, simbolizando a força da mobilização digital global em derrubar líderes antes considerados “intocáveis”; O <strong>impeachment de Fernando Lugo no Paraguai (2012)</strong> e de <strong>Pedro Castillo no Peru (2022)</strong>, ambos acelerados pela pressão popular amplificada digitalmente; As <strong>manifestações na Ucrânia (Euromaidan, 2013–2014)</strong>, que levaram à queda do presidente Viktor Yanukovych, mobilizadas em grande parte por articulações online e pela circulação viral de informações; no Brasil com <strong>Dilma Rousseff (2016)</strong> e no movimento de protestos em <strong>Hong Kong (2019–2020)</strong>, organizado via aplicativos e redes descentralizadas, que desafiou o controle do Partido Comunista Chinês..</p>



<p>A <strong>ruptura digital</strong> traz, portanto, uma nova nuance: tiranos, politicos, conscientes da fragilidade de seus métodos antigos, tentam se atualizar criando regras artificiais de controle sobre as <strong>redes sociais</strong>. É verdade que <mark style="background-color:#fcb902" class="has-inline-color has-black-color">ter redes digitais que respeitem leis é importante</mark> — e essas leis já existem no mundo real e devem ser aplicadas para a esfera digital. O risco está no <strong>subterfúgio</strong>: usar o discurso do “bem comum” ou da “proteção das pessoas” como justificativa para impor regulamentações que, na verdade, buscam coibir a <strong>liberdade de expressão</strong>, especialmente quando voltada a críticas aos governos.</p>



<p>A história mostra que essa lógica é antiga: em cada época, o poder tentou sufocar a voz crítica da sociedade — seja queimando livros, censurando jornais, prendendo opositores ou, agora, tentando regular algoritmos pra calar. A roupagem muda, mas a intenção de controle se repete, sempre com a mesma máscara do paternalismo coercitivo.</p>



<h2 id="o-peso-do-passado" class="wp-block-heading">O Peso do Passado</h2>



<p>A rigidez de quem enraizou ideologias e comportamentos com base em uma concepção obsoleta torna incompreensível a nova realidade. Olhar o presente com as lentes do passado gera miopia política. A História mostra que estruturas que não acompanham as mudanças da sociedade se tornam, em algum momento, ruínas do próprio tempo.</p>



<p>O <strong>amadorismo político</strong>, portanto, é a insistência em se agarrar a um poder fundado no medo, na contenção e na coerção, quando o que se exige hoje é <strong>inteligência política</strong>: a capacidade de governar em meio à complexidade, respeitando a liberdade individual como pedra angular do novo contrato social.<br></p>



<h2 id="o-principe-2-0" class="wp-block-heading">O Príncipe 2.0</h2>



<p>Se antes o poder se ancorava em <strong>cercas, fronteiras e restrições</strong>, hoje ele só se torna sustentável quando reconhece a <strong>autonomia das pessoas</strong> e a <strong>multiplicidade de vozes</strong>. O desafio do governante moderno não é conter, mas <strong>articular</strong>; não é dobrar o mundo ao seu controle, mas assumir que a <strong>pluralidade é a condição irrevogável do nosso tempo</strong>.<br><br>O <strong>“novo príncipe”</strong> que emerge nesse contexto não é mais aquele que aposta no medo ou na dobradiça da força. Ao contrário, sua legitimidade nasce da capacidade de desempenhar o papel de governante em consonância com a função pública: agir sempre em benefício do povo e tendo como fundamento a <strong>liberdade individual</strong>.</p>



<p>O governante contemporâneo precisa ter consciência clara de onde esbarra o limite legítimo do uso da força e do poder estatal — reservado apenas ao que é realmente grave, urgente e necessário — em vez de se apoiar em narrativas que já não colam no consciente coletivo. Essa compreensão do limite, até onde o Estado pode e deve intervir, é uma atualização necessária, que deve ter seu <em>upgrade </em>construído sob a ótica do que já foi excedido, do que não funcionou e do que pode ser melhorado em termos de política, sociedade e uso equilibrado do poder legislativo, judiciário e executivo. Sempre <strong>para o povo</strong>, e não como ferramenta de manipulação para implementar ideologias rejeitadas pela sociedade.<br><br>Nesse sentido, observa-se que <em>“o príncipe”</em> se distancia cada vez mais das figuras inatingíveis do passado — faraós egípcios, sultões, imperadores, reis ou príncipes — e se aproxima muito mais da imagem de um <strong>administrador eficiente</strong>: alguém que cumpre bem a sua função ou, em caso de falha, de <strong>hubris</strong> ou de extrapolações recorrentes de seus limites e responsabilidades, é simplesmente descartado num clique.</p>



<p></p>
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		<title>O fim da polarização?</title>
		<link>https://zonnavip.com/2025/08/25/o-fim-da-polarizacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mr. Monkey Señorito]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 09:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desgaste da polarização leva ao amadurecimento político? Atualmente, em vários países, vimos as sociedades mergulharem em um ambiente de polarização intensa. Não que isso seja uma novidade, mas a&#8230;</p>
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<p></p>



<h3 id="o-desgaste-da-polarizacao-leva-ao-amadurecimento-politico" class="wp-block-heading">O desgaste da polarização leva ao amadurecimento político?</h3>



<p class="has-drop-cap is-cnvs-dropcap-bordered">Atualmente, em vários países, vimos as sociedades mergulharem em um ambiente de polarização intensa. Não que isso seja uma novidade, mas a massificação trazida pelas redes sociais, reforçada pela mídia tradicional e pelos discursos políticos amplificou esse fenômeno. O clima de “nós contra eles” transformou adversários em inimigos e debates em trincheiras.</p>



<p>Sob um luz, essa lógica, no entanto, sempre revela as fissuras latentes onde dois pontos se destacam:</p>



<p>1. <strong>O poder da narrativa:</strong> Por essa perspectiva é possível ver que cada lado se organiza em torno de uma história de salvação: ambos acreditam ser os “donos da verdade” e constroem figuras quase messiânicas, vistas como responsáveis por redimir a sociedade.</p>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<p><strong>2. O desgaste da narrativa.</strong> Para uma parcela cada vez mais crescente, a repetição desse jogo &#8220;nos contra eles&#8221; se esvazia, cada vez mais. Com o passar dos anos, quase que de forma imperceptível, e mesmo oscilando, cresce a percepção de que os polos são <em>“farinhas do mesmo saco”</em>. Isso evidencia, então, uma postura cética, até schopenhaueriana, diante dos políticos. Esse público, frequentemente, se refugia no voto branco, nulo ou na abstenção — não por desinteresse puro, mas por recusa em aderir a um “pacote pronto” de esquerda ou de direita. Há aqui uma distinção importante sobre esse público: debater política é saudável, mas idolatrar políticos e suas narrativas se torna um desgaste insustentável.</p>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<h3 id="um-olhar-sobre-os-numeros" class="wp-block-heading">Um olhar sobre os números</h3>



<p>O comportamento das urnas ajuda a visualizar esse processo.</p>



<p><strong>2018:</strong> No segundo turno das eleições presidenciais, a abstenção atingiu <strong>21,30%</strong>, o equivalente a <strong>31,37 milhões de eleitores</strong> que não compareceram. Os votos nulos somaram <strong>7,43%</strong> (~8,61 milhões) e os brancos ficaram em <strong>2,14%</strong> (~2,49 milhões). Juntos, os eleitores que não votaram em nenhum dos candidatos, por não comparecer, vetar o voto ou anulá-lo, somaram <strong>30,87% do eleitorado</strong>, um patamar historicamente elevado.</p>



<p><strong>2022:</strong> No segundo turno mais recente, a abstenção foi de <strong>20,6%</strong> (~32,16 milhões). Os votos nulos caíram para <strong>3,16%</strong> (~3,93 milhões) e os brancos foram <strong>1,43%</strong> (~1,77 milhão). O total de “não-votos” ficou em aproximadamente <strong>25,19% do eleitorado</strong> (~37,86 milhões de pessoas), indicando uma redução em relação a 2018<br><br>A explicação dessa redução específica — num cenário em que, no agregado, o indicador tem crescido — pode ser atribuída ao contexto da época: as heranças emocionais da pandemia, ainda muito presentes no país, e uma eleição conduzida sob forte polarização entre dois atores políticos de reconhecida influência nacional. A disputa assumiu contornos de plebiscito, reduzindo significativamente o espaço para a neutralidade. Assim é visível que, decisões que deveriam ser racionais foram moduladas pela comoção e emoção; e, ainda que esses sentimentos fossem genuínos e assertivos, as narrativas eleitorais souberam se apropriar deles para consolidar parcelas do eleitorado — o que ajuda a explicar por que ambos os lados se percebiam “do lado certo” de forma inequívoca e rumo ao melhor caminho.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1085" height="719" src="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/polar09.jpg?x15487" alt="" class="wp-image-2884" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/polar09.jpg 1085w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/polar09-800x530.jpg 800w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/polar09-120x80.jpg 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/polar09-90x60.jpg 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/polar09-320x212.jpg 320w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/polar09-560x371.jpg 560w" sizes="(max-width: 1085px) 100vw, 1085px" /><figcaption class="wp-element-caption">Imagem de dois grupos que tem o mesmo destino em comum</figcaption></figure>



<p>A questão central aqui não é a decisão genuína da escolha que cada um acha correto — isso é legítimo e deve ser respeitado. O ponto é observar o quanto fatores emocionais se sobrepõem a essas decisões que pedem pra ser racionais e como o fluxo emocional das narrativas conquista adesões a escolhas ilusórias com <em>palavras de virtude</em> não acompanhadas de práticas concretas, e sim promessas vazias. Em ambos os lados, a polarização se alimenta justamente desse marketing da sensibilidade. Analisar esse mecanismo é um passo para não cair na armadilha messiânica e para enxergar os atores políticos como quem deve exercer uma função pública — não um papel idolátrico.</p>



<p>Por isso, as informações sobre o chamado &#8220;insentões&#8221;— os “em cima do muro” — revelam um movimento: quando a polarização aumenta, cresce também a recusa às opções postas (brancos, nulos, abstenção). Porém, em momentos de radicalização extrema ancorada em fatores emocionais — como no pós-pandemia —, a pressão para “escolher um lado” empurra parte desses eleitores a se posicionar mesmo sem convicção plena: o impulso do “preciso fazer algo” (mas é emocional ou racional? Ou seja: há um equilíbrio?).</p>



<h3 id="o-crescimento-do-voto-nulo-branco-e-da-abstencao" class="wp-block-heading"><br>O crescimento do voto nulo, branco e da abstenção</h3>



<p></p>



<p>Esse cansaço se reflete nas urnas. Não se trata apenas de desinteresse, mas de uma mensagem: uma parcela crescente do eleitorado não se vê representada nos polos nem acredita que um lado ou outro trará mudanças efetivas.</p>



<p>É possível listar acertos e erros de Lula e de Bolsonaro — e de qualquer outro líder. A política reflete a evolução da própria sociedade; por isso, discutir com quem idolatra um político costuma ser custoso e, muitas vezes, infrutífero: a conversa deixa de ser sobre políticas públicas e vira defesa de um ídolo ou de uma ideologia que, independentemente do lado, se considera a única correta.</p>



<p>O ponto central é que, quando posições estão enraizadas no emocional, raramente migram para a esfera racional. Viram temas sensíveis porque desafiam a dissonância cognitiva e tocam valores e identidades. Mas não precisa ser assim: assuntos complexos não precisam ser traumáticos. É preciso desassociar a própria identidade do candidato, enxergá-lo como agente político — responsável e falível — e não como extensão de si.<br><br>Tomando os dados de votos brancos e nulos nas presidenciais, da redemocratização até 2018, aparece esse padrão: quando a polarização se acentua, cresce também a recusa às opções postas — sobretudo via voto nulo. Em 2018, por exemplo, registrou-se o recorde no 2º turno, com <strong>7,43% de nulos</strong> e <strong>2,14% de brancos</strong> (no 1º turno, <strong>6,14% de nulos</strong> e <strong>2,65% de brancos</strong>). O salto de nulos entre 2014 e 2018 — de <strong>4,63%</strong> para <strong>7,43%</strong> no 2º turno — ilustra esse movimento. Não é uma relação mecânica (há pleitos sem picos), mas os marcos de 1989 e 2018 sugerem que, em momentos de disputa mais intensa, os <strong>votos nulos se intensificam</strong>.<br><br>Esse crescimento de abstenções e votos nulos pode ser interpretado como sinal de amadurecimento social. Ele expressa o reconhecimento de que a política, tanto na forma como tem sido conduzida pelos políticos quanto na maneira como é assimilada pela sociedade, não responde plenamente às necessidades reais. Nesse contexto, o voto nulo ou a abstenção deixam de ser um ato meramente de protesto para se tornarem um sintoma: a recusa em legitimar o jogo polarizado que reduz a complexidade social a um embate entre lados, quando o que se busca é uma política voltada de fato ao coletivo.</p>



<h3 id="vale-dos-insentoes" class="wp-block-heading">Vale dos Insentões</h3>



<p></p>



<p><br>Em 2001 &#8211; durante a campanha política &#8211; , quem percebeu com clareza esse <strong>“vale dos isentos”</strong> — o eleitor indeciso, cético ou cansado da polarização — foi Duda Mendonça, marqueteiro de Lula. Ao investir em uma narrativa &#8211; emocional &#8211;  de confiança e moderação, Lula conseguiu atrair justamente essa fatia do eleitorado, que foi decisiva para sua vitória. A estratégia reconhecia que os indecisos não eram apenas uma massa amorfa, mas um público estratégico, sensível a uma mensagem de saída da disputa binária.<br><br>O mesmo não ocorreu em 2022. Nem Lula, nem Bolsonaro direcionaram esforços consistentes a esse grupo, que quatro anos antes havia registrado o seu maior pico. A disputa tornou-se um duelo plebiscitário, absorvendo quase toda a energia em torno de duas figuras políticas e deixando de lado a fatia cética do eleitorado.<br><br>O resultado foi uma eleição extremamente acirrada: Lula venceu com 50,90% dos votos válidos (60.345.999 de votos) contra 49,10% (58.206.354) de Jair Bolsonaro — uma diferença de 2.139.645 devotos. Nessa mesma eleição, registraram-se 1.769.678 votos em branco (1,43%) e 3.930.765 nulos (3,16%), somando 5.700.443 votos inválidos (4,59% do total de votos), o que só aí, caso esse contingente, se mobilizado, teria sido suficiente para alterar completamente o quadro: poderia ampliar a margem de um candidato ou mesmo garantir a vitória do outro, a depender da forma como fosse trabalhado por suas equipes. Além disso, as abstenções alcançaram mais 32.200.558 eleitores (20,59% do eleitorado)</p>



<p>Porém, ambos os lados estavam tão mergulhados na lógica da polarização que deixaram de enxergar essa fatia considerável do eleitorado — justamente a mesma que, em 2018, havia atingido o maior pico desde 1989. O emocional predominou sobre a racionalidade estratégica. </p>



<p>A abstenção consciente é uma forma de manifestação política e de exercer a liberdade individual — porém, na cultura brasileira, ainda predomina a ideia de que quem não vota está “em cima do muro”, quase como se fosse um traidor da democracia. Essa visão distorce o fato de que a abstenção, o voto nulo ou o branco são, também, expressões plenas de cidadania.<br><br>Esse público tem motivos diferentes, mas começaram a perceber que a polarização pouco resolve o que, de fato, precisa de atenção. Ao contrário, descola a política da essência do seu campo pra se aproximar de uma torcida de futebol, amplia ressentimentos e bloqueia soluções. Discussões em torno de político passaram a gerar mal-estar, a ponto de muitos evitarem o tema em reuniões familiares ou rodas de amigos. Um clima que reforça o efeito social político: a descrença.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1038" height="692" src="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/racionalizar.png?x15487" alt="" class="wp-image-2796" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/racionalizar.png 1038w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/racionalizar-800x533.png 800w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/racionalizar-120x80.png 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/racionalizar-90x60.png 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/racionalizar-320x213.png 320w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/racionalizar-560x373.png 560w" sizes="auto, (max-width: 1038px) 100vw, 1038px" /></figure>



<p>Quando cada lado se fecha em sua narrativa, a verdade, a conversa sobre política passa a importar menos do que a lealdade ao político. O assunto vira espetáculo, mas não se traduz em melhoria de vida concreta. É nesse ponto que muitos concluem: não faz  sentido entrar nessa briga.</p>



<h3 id="com-a-maquina-na-mao" class="wp-block-heading">Com a máquina na mão</h3>



<p>Um elemento central da polarização, para compreender o cenário eleitoral brasileiro, é o peso de quem disputa a reeleição “com a máquina na mão”. A expressão não é mero jargão político: ela traduz a realidade de candidatos que, estando no poder, dispõem de recursos institucionais, visibilidade midiática e redes de influência capazes de moldar o processo eleitoral de maneira desproporcional.</p>



<p>Isso se manifesta em várias frentes:</p>



<p><strong>O ambiente de trabalho.</strong> É notório como empregadores — seja em empresas privadas com forte dependência de contratos públicos ou em cargos comissionados — podem insinuar que a continuidade do emprego está associada ao “renovar” o político no cargo. Não se trata, necessariamente, de coerção explícita, mas de uma forma velada de <strong>pressão estrutural</strong>, que afeta diretamente a liberdade de escolha.</p>



<p><strong>A mídia institucionalizada.</strong> O poder de pautar, aparecer ou se associar a realizações de governo é, na prática, uma vitrine gratuita, ainda que disfarçada de mera prestação de contas. A linha entre comunicação pública e propaganda política, especialmente em anos eleitorais, torna-se tênue.</p>



<p><strong>A influência nos territórios.</strong> Prefeitos, vereadores, líderes comunitários e outros atores locais podem se tornar instrumentos de pressão indireta sobre o eleitorado, principalmente em regiões onde a dependência de programas estatais ou de empregos vinculados ao setor público cria uma relação assimétrica de poder.</p>



<p>traduz em melhoria de vida concreta. É nesse ponto que muitos concluem: não faz sentido entrar nessa briga.</p>



<p></p>



<h3 id="a-particularidade-brasileira-voto-obrigatorio" class="wp-block-heading">A Particularidade Brasileira: Voto Obrigatório</h3>



<p>Diferente de países como os Estados Unidos, o Brasil adota o voto obrigatório. A lógica dessa obrigatoriedade foi historicamente apresentada como uma forma de:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Garantir representatividade</strong>, evitando que apenas uma elite politicamente ativa decidisse os rumos do país.</li>



<li><strong>Reforçar a cidadania</strong>, transformando o ato de votar em um dever cívico, equiparado ao serviço militar ou ao pagamento de impostos.</li>



<li><strong>Consolidar a democracia</strong>, especialmente após períodos de instabilidade institucional, como forma de legitimar governos pela alta participação popular.</li>
</ol>



<p>Há, sem dúvida, benefícios nesse modelo: um nível de participação mais homogêneo e a inclusão de camadas da população que, em sistemas facultativos, tenderiam à abstenção sistemática.</p>



<p>Por outro lado, o voto obrigatório traz contradições importantes. Se “o voto é livre”, por que não é igualmente legítimo escolher não votar? A abstenção consciente poderia ser entendida como uma forma de manifestação política — e, no entanto, na cultura brasileira, ainda predomina a ideia de que quem não vota está “em cima do muro”, quase como se fosse um traidor da democracia. Essa visão obscurece o fato de que a abstenção, o voto nulo ou o branco são, também, expressões plenas de cidadania.</p>



<h3 id="quando-o-fim-da-polarizacao-exercera-a-logica-dominante" class="wp-block-heading">Quando o fim da polarização exercerá a lógica dominante?</h3>



<p>À medida que cresce esse eleitorado desencantado, ganha força uma ideia: o fim da polarização não virá de uma vitória esmagadora de um dos lados, mas da fadiga coletiva que torna o conflito irrelevante. Em outras palavras, não é um lado que vencerá o outro; é a lógica da briga que perderá sentido, cada vez mais.</p>



<p>Esse processo pode abrir espaço para alternativas políticas menos extremadas, mais pragmáticas e orientadas para problemas reais. Pode também estimular novas formas de participação cidadã, fora do ciclo eleitoral tradicional.<br></p>



<h3 id="o-amadurecimento-em-curso" class="wp-block-heading">O amadurecimento em curso</h3>



<p>O aumento dos votos nulos, brancos e da abstenção não é apenas sinal de descrença; é reflexo de uma sociedade que percebeu o custo da polarização e busca uma saída. O desgaste das trincheiras ideológicas pode ser lido, paradoxalmente, como um passo de amadurecimento social: a recusa a continuar brigando por narrativas enquanto problemas concretos permanecem sem solução.</p>



<p>O futuro político, nesse cenário, pode ser moldado não pela radicalização, mas pela <strong>desradicalização</strong> — pela demanda silenciosa de milhões de pessoas que já não aceitam ser reféns de um jogo de extremos que só divide, mas não transforma.</p>
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		<title>Refluxo Woke</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mr. Monkey Señorito]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 18:36:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Ascenção e o desgaste da cultura woke no marketing e coorporações Nos últimos anos, o termo woke — originalmente ligado à consciência social e à luta contra injustiças raciais&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<h2 id="a-ascencao-e-o-desgaste-da-cultura-woke-no-marketing-e-coorporacoes" class="wp-block-heading">A Ascenção e o desgaste da cultura <em>woke</em> no marketing e coorporações</h2>



<p class="has-drop-cap is-cnvs-dropcap-bordered">Nos últimos anos, o termo <em>woke</em> — originalmente ligado à consciência social e à luta contra injustiças raciais e sociais — se transformou em uma das bandeiras mais usadas por marcas, celebridades e corporações. Diversidade, equidade e inclusão (DEI) se tornaram palavras de ordem em campanhas, programas internos e discursos públicos. Contudo, o que parecia um movimento inevitável de transformação cultural começou a revelar contradições internas: a distância entre <strong>propósito real</strong> e <strong>uso mercadológico</strong> da pauta levou a um processo de desgaste, onde ações “forçadas” ou “performáticas” acabaram por desacreditar a causa.</p>



<h2 id="pandemia-redes-sociais-e-o-auge-dos-cancelamentos" class="wp-block-heading">Pandemia, redes sociais e o auge dos cancelamentos</h2>



<p>Em 2020, durante a pandemia, milhões de pessoas confinadas em casa viveram a internet como sua única esfera de socialização. Nesse período, o peso da narrativa digital se intensificou: críticas viravam “cancelamentos” e empresas corriam para sinalizar alinhamento com causas sociais, muitas vezes mais para evitar boicotes do que por convicção genuína. O espaço virtual se tornou, naquele período, a própria &#8220;realidade daquele tempo&#8221;. Porém, com o fim da pandemia, o cotidiano foi gradualmente retomado: os contatos presenciais, os eventos sociais e, de modo geral, as interações reais voltaram a ocupar o centro da vida .</p>



<p>O que se percebeu: um mercado saturado de campanhas que, em muitos casos, não refletiam práticas reais das empresas. <mark style="background-color:#fcb902" class="has-inline-color"><strong>A inclusão</strong></mark> — <strong><mark style="background-color:#fcb902" class="has-inline-color">pilar fundamental em qualquer sociedade democrática</mark></strong> — começou a ser percebida como uma estratégia de venda, usada como marketing, muitas vezes de forma artificial — uma simples sinalização de virtude da marca —, com objetivo maior de conquistar consumidores e investidores, e raramente enraizada em transformações práticas, efetivas, reais. </p>



<p>O discurso, assim, começou a soar não apenas vazio, mas também contraditório.<br></p>



<h2 id="o-apice-simbolico-will-smith-e-o-oscar-de-2022" class="wp-block-heading">O ápice simbólico: Will Smith e o Oscar de 2022</h2>



<p>Esse desgaste encontrou seu ápice, também, em um episódio que se tornou símbolo da contradição da cultura woke: a agressão de Will Smith a Chris Rock durante o Oscar de 2022. Naquela noite Will perdeu o controle ao vivo, diante de milhões de pessoas, escancarou a tensão latente entre a <strong>imagem construída</strong> e a <strong>realidade emocional e psicológica</strong>. A <em>máscara woke</em> não sustentou a profundidade da vida real. A sinalização de virtude, de estrutura e de arquétipo que compunha a marca Will Smith ruiu sob o peso da artificialidade — em tempo real, diante do mundo.</p>



<p>Chris Rock, no palco, cumpria seu papel de humorista — provocar, brincar, satirizar — algo não só tradicional no evento do OSCAR mas sempre esperado naquele espaço e formato. No entanto, Will levou a sério a piada e reagiu com violência contra um colega de profissão. </p>



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<p>Smith, naquela mesma noite, viria a ganhar um Oscar, apenas momentos depois de agredir Chris Rock. O contraste entre a consagração e o destempero expõe de maneira simbólica a contradição: o ato raivoso foi lido por muitos como um ‘extravaso’ que revelou a fragilidade de uma base construída em torno da bandeira supostamenrte progressista, de um ‘casamento moderno’ e sustentada pela cultura woke de permissividade, já que, em paralelo, sua vida familiar havia sido exposta ao público em episódios de disfuncionalidade — como a revelação de que sua esposa havia se envolvido com o amigo do próprio filho, em uma relação que teria sido ‘consentida’ por Will —, o contraste se tornou ainda mais evidente. Esse tipo de comportamento, muitas vezes apresentado sob a narrativa de ‘modernidade’ e liberdade dentro do casamento, revelou-se, na prática, insustentável do ponto de vista emocional.<br><br>Embora não fosse o único fator explicativo para a atitude no Oscar, esse episódio tornou-se um elemento trazido à tona na época, revelando a contradição de uma cultura que prega autenticidade e liberdade, mas que, na prática, exige a constante necessidade e obrigação de suportar desconfortos e contradições em silêncio para preservar a aparência de virtude e o pertencimento ao grupo e a cultura.<br><br>A piada de Chris Rock, que despertou a fúria de Will Smith, no entanto, não fazia referência a esse episódio pessoal. Na verdade foi bem longe disso, a piada foi sobre a cabeça raspada de Jada Pinkett Smith, comparando-a, de forma aparentemente neutra, à personagem de Demi Moore no filme <em>G.I. Jane</em> — uma figura de força e resiliência.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1077" height="724" src="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/oscar2022-will-smith.jpg?x15487" alt="" class="wp-image-2760" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/oscar2022-will-smith.jpg 1077w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/oscar2022-will-smith-800x538.jpg 800w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/oscar2022-will-smith-120x81.jpg 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/oscar2022-will-smith-90x61.jpg 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/oscar2022-will-smith-320x215.jpg 320w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/oscar2022-will-smith-560x376.jpg 560w" sizes="auto, (max-width: 1077px) 100vw, 1077px" /><figcaption class="wp-element-caption">Will disse: "Mantenha o nome da minha esposa longe da porra da sua boca!"</figcaption></figure>



<p></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>"Mantenha o nome da minha esposa longe da porra da sua boca!"</p>
</blockquote>



<p>A reação desproporcional de Will, revelou muito mais sobre essa carga acumulada de sua vida pessoal e da cultura em que estava inserido do que sobre o "peso" da piada em si. Nos dias seguintes o próprio ator reconheceu o erro, pediu desculpas públicas e se afastou temporariamente da mídia, em meio a rumores de que teria buscado ajuda em uma clínica de reabilitação. <br><br>Mas uma resposta nunca tivemos: reabilitação de quê, exatamente? Da raiva, do desgaste emocional ou da pressão de sustentar uma imagem que já não correspondia à realidade?”</p>



<h2 id="indignacao-seletiva" class="wp-block-heading">Indignação Seletiva</h2>



<p>Após o ocorrido, Chris Rock lançou o especial de comédia <em>Selective Outrage</em> (Indignação Seletiva) na Netflix, estabelecendo um recorde de audiência para o serviço de streaming.&nbsp; A Nielsen — empresa global de pesquisa e análise de mídia, responsável por medir e auditar audiências de TV, rádio e plataformas digitais —relatou que o especial alcançou o topo das paradas de streaming em sua semana de lançamento, com um aumento de 48% em relação ao fim de semana de estreia, totalizando 798 milhões de minutos assistidos.&nbsp;Superando o recorde anterior de Dave Chappelle: Sticks and Stones, com 573 milhões de minutos assistidos.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1021" height="693" src="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/chris-rosck-selective.jpg?x15487" alt="" class="wp-image-2785" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/chris-rosck-selective.jpg 1021w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/chris-rosck-selective-800x543.jpg 800w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/chris-rosck-selective-120x81.jpg 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/chris-rosck-selective-90x61.jpg 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/chris-rosck-selective-320x217.jpg 320w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/chris-rosck-selective-560x380.jpg 560w" sizes="auto, (max-width: 1021px) 100vw, 1021px" /></figure>



<p>O especial, que foi transmitido ao vivo, também alcançou a sétima posição na lista dos 10 mais assistidos da Netflix nos EUA, mesmo tendo apenas um dia de audiência,&nbsp;<a href="https://www.imdb.com/news/ni63985452/">segundo a IMDb</a>.&nbsp;A performance de <em>Selective Outrage</em> foi parte de um acordo de US$ 40 milhões entre Chris Rock e Netflix, para dois especiais de comédia, de acordo com o The Hollywood Reporter.&nbsp;O especial abordou como tema, justamente, a cultura woke, o incidente no Oscar com Will Smith, além de falar sobre  relacionamentos e a própria vida e carreira do comediante. Uma pergunta fica: pelo dobro do sucesso Chris daria a outra face?&nbsp;<br></p>



<h2 id="o-caso-american-eagle-buzz-woke-como-antagonista-do-anti-woke-um-novo-marketing" class="wp-block-heading">O caso American Eagle: buzz woke como antagonista do "anti-woke", um novo marketing.</h2>



<p>Recentemente, e já fora do contexto de pandemia — e do Oscar —, esse desgaste ganhou mais um novo capítulo com a campanha da American Eagle estrelada por Sydney Sweeney, em que a atriz aparecia em outdoors com a frase provocativa <em>“She’s got great jeans”</em> (um trocadilho entre <em>jeans</em> e <em>genes</em>).</p>



<p>O slogan, pensado como piada leve para destacar tanto a qualidade da peça quanto a beleza icônica da atriz, foi interpretado por críticos como uma mensagem reducionista e “genética”, insinuando que a campanha estaria exaltando atributos físicos ligados a padrões de beleza tradicionais (loira, branca, de olhos claros). O que era um jogo de palavras simples acabou sendo tratado, em certos círculos online, como um exemplo de propaganda “retrógrada” e “excludente”.<br></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1087" height="722" src="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/shes-got-great-jeans.jpg?x15487" alt="Representação do Outdoor: “She’s got great jeans” (trocadilho entre jeans e genes em ingles)." class="wp-image-2762" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/shes-got-great-jeans.jpg 1087w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/shes-got-great-jeans-800x531.jpg 800w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/shes-got-great-jeans-120x80.jpg 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/shes-got-great-jeans-90x60.jpg 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/shes-got-great-jeans-320x213.jpg 320w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/shes-got-great-jeans-560x372.jpg 560w" sizes="auto, (max-width: 1087px) 100vw, 1087px" /></figure>



<p>A campanha, mesmo alvo de boicotes (provavelmente já esperado), resultou em aumento das ações da empresa, valorizando a marca no mercado financeiro. Foi um movimento paradoxal: enquanto o consumo físico sofreu retração, o capital simbólico da marca — ligada a uma rebeldia contra o “politicamente correto” — se fortaleceu.</p>



<p>Esse caso também marca a virada: o woke, que antes era bandeira de marketing, agora se torna <strong>antagonista publicitário</strong>. A polêmica, antes evitada a todo custo, passa a ser usada como ferramenta para capturar atenção, criar engajamento e até mesmo consolidar valor de mercado. É o surgimento de um novo tipo de marketing: o <em>anti-woke marketing</em>, onde a provocação e a resistência às narrativas de inclusão performática se transformam em ativo de marca.</p>



<h2 id="jaguar-o-rebrand-woke-we-have-a-problem" class="wp-block-heading">Jaguar, o rebrand: "<em>Wok</em>e..  we have a problem!"</h2>



<p>Outro caso ilustrativo ocorreu pouco antes da American Eagle, em 2024 com a Jaguar. A montadora lançou um rebrand acompanhado de um vídeo institucional com estética progressista, alinhada a símbolos considerados progressistas. A proposta, porém, não caiu bem: gerou forte backlash online, com críticas públicas de consumidores e até de figuras de destaque no setor. A direção defendeu a peça, mas a percepção geral foi de um descompasso entre o posicionamento adotado e a identidade histórica da marca.</p>



<p>Pouco depois, o CEO Adrian Mardell anunciou sua saída, após 35 anos de carreira na empresa e cerca de três anos no cargo máximo. Oficialmente, tratou-se de uma aposentadoria. Ainda assim, o timing levantou suspeitas e levou parte da imprensa e do público a associar sua saída ao fiasco do rebrand. Não há confirmação de causalidade direta, mas a percepção pública cristalizou a Jaguar como mais um exemplo de como campanhas consideradas “forçadas” podem sair pela culatra.</p>



<p>O caso Jaguar reforça um ponto central: quando o discurso parece maior que a prática, ou quando destoa radicalmente da essência de uma marca, o risco de rejeição é imediato. E, na era das redes sociais, esse risco se amplifica.</p>



<h2 id="o-pano-de-fundo-retracao-corporativa-em-dei-e-fact-checking" class="wp-block-heading">O pano de fundo: retração corporativa em DEI e fact-checking</h2>



<p>Em paralelo a esses episódios de marketing, há um movimento mais amplo e objetivo acontecendo nas corporações globais. Gigantes como a Meta encerraram programas de checagem de fatos independentes nos Estados Unidos e desmontaram parte de suas iniciativas de diversidade e inclusão (DEI). A Disney, por sua vez, anunciou ajustes em suas políticas, realinhando a área de diversidade para “foco em resultados de negócio”.<br></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1039" height="691" src="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/zuck-meta.jpg?x15487" alt="" class="wp-image-2774" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/zuck-meta.jpg 1039w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/zuck-meta-800x532.jpg 800w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/zuck-meta-120x80.jpg 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/zuck-meta-90x60.jpg 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/zuck-meta-320x213.jpg 320w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/zuck-meta-560x372.jpg 560w" sizes="auto, (max-width: 1039px) 100vw, 1039px" /></figure>



<p>Relatórios da Reuters e de outros veículos mapeiam uma onda semelhante em empresas de diversos setores, como Target e Amazon, que reduziram orçamentos e iniciativas DEI, muitas vezes pressionadas por mudanças regulatórias e por críticas públicas. Até mesmo eventos como o mês do Orgulho, antes tratado como oportunidade de marketing, passaram a ser trabalhados com mais cautela, com marcas recuando em patrocínios ou em exposição ostensiva.</p>



<p>Esse movimento foi interpretado por analistas como o início do “pós-auge” da cultura woke no mundo corporativo: menos ativismo explícito, mais neutralidade e pragmatismo. O ambiente legal nos Estados Unidos, somado ao risco reputacional e à fadiga de consumidores diante de campanhas vistas como pouco autênticas, empurra as empresas para uma recalibragem.</p>



<h2 id="conclusao-do-esgotamento-a-busca-por-autenticidade" class="wp-block-heading">Conclusão: do esgotamento à busca por autenticidade</h2>



<p>Nossa trajetória histórica mostra com clareza que <strong><mark style="background-color:#fcb902" class="has-inline-color has-black-color">inclusão e diversidade seguem sendo pilares necessários</mark></strong> — tanto para a sociedade quanto para empresas que desejam refletir a realidade plural de seus consumidores e colaboradores. Mas a forma como essas pautas foram apropriadas, muitas vezes de modo artificial ou puramente mercadológico, desgastou sua força simbólica.</p>



<p>O que se observa agora é uma retração: a cultura woke, como moda de marketing e bandeira performática, perde espaço. Marcas que usaram o discurso apenas como fachada enfrentam reações negativas, e até mesmo gigantes do Vale do Silício estão revendo suas estratégias. Isso não significa o fim da busca por uma sociedade mais justa, mas sim a morte de um estilo superficial de comunicação corporativa que confundiu causa social com peça publicitária.</p>



<p>No lugar do espetáculo da virtude, o futuro parece apontar para algo mais sólido: <strong>a autenticidade</strong>. Talvez, as empresas que prosperarão serão aquelas capazes de integrar a diversidade de forma orgânica e real em sua cultura e operação, sem fazer dela um slogan vazio. A cultura woke como uma performance, pode estar em retração ou ser vista como um degrau — mas os valores que inspiraram uma sociedade cada vez mais justa — advém de muito antes dela — , como a história mostra, só tiveram futuro por terem sido vividos na prática, e não apenas anunciados em outdoors.</p>
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		<title>A perspectiva de Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mr. Monkey Señorito]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Aug 2025 18:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O Brasil tem sido um péssimo parceiro comercial em termos de tarifas — como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito, muito maiores do que as que nós cobramos,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>&#8220;O Brasil tem sido um péssimo parceiro comercial em termos de tarifas — como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito, muito maiores do que as que nós cobramos, e, basicamente, nós nem estávamos cobrando nada. (&#8230;) Eles cobram tarifas enormes e tornaram tudo muito difícil de fazer. Então, agora estão sendo cobrados 50% de tarifas, e não estão felizes, mas é assim que funciona</strong></p>
<cite>DONALD TRUMP</cite></blockquote>



<p class="has-drop-cap is-cnvs-dropcap-bordered" style="font-style:normal;font-weight:200">O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Brasil e aumentou as tensões comerciais entre os dois países. Ele afirmou que o Brasil é um “péssimo parceiro comercial” porque, segundo ele, cobra taxas muito altas para produtos vindos dos EUA, enquanto os americanos quase não cobravam nada para importar produtos brasileiros. Por isso, anunciou um aumento de 50% nas tarifas sobre mercadorias do Brasil, dizendo que essa medida é justa para equilibrar a relação.</p>



<p>Trump também aproveitou para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que o conhece pessoalmente e acredita que ele é um homem honesto. Para Trump, o processo contra Bolsonaro no Brasil é uma “execução política” — uma forma de perseguição injusta — e se parece com uma “caça às bruxas”, termo que ele já usou em outras ocasiões para criticar investigações que considera motivadas politicamente.</p>



<p></p>



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<p>O presidente americano afirmou ainda que está preocupado com leis e decisões no Brasil que, na visão dele, estariam enfraquecendo a liberdade de expressão. Ele citou um relatório do seu governo sobre direitos humanos que criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do STF Alexandre de Moraes e a prisão de apoiadores de Bolsonaro. Servidores do Departamento de Estado dos EUA teriam se incomodado com o documento, alegando que ele foi politizado, diferente dos relatórios feitos no governo Biden, que consideraram as eleições brasileiras justas.</p>



<p>Enquanto isso, o governo brasileiro, por meio do presidente Lula, declarou que pretende continuar tentando negociar para reverter as novas tarifas, evitando conflitos com os Estados Unidos. Lula disse que o Brasil defende a sua soberania e não aceita interferência externa, mas quer manter o diálogo para preservar a relação comercial entre os dois países, mesmo diante das críticas e medidas impostas por Trump.<br></p>



<p>Essa tensão recente entre Washington e Brasília — com críticas dos EUA a atos no Brasil ligados à liberdade de expressão, a escalada tarifária e a forma do governo brasileiro agir para manter o diálogo comercial. Para situar como esse quadro se formou desde o início do atual mandato de Donald Trump (20 de janeiro de 2025), segue uma cronologia sintética, ponto a ponto, registrando fatos importantes &#8211; incluindo geopolitica e diplomacia &#8211; , falas e medidas oficiais de ambos os lados, inclusive temas como a “desdolarização” e outras declarações que ampliaram o distanciamento.</p>



<ol class="wp-block-list pk-list-styled">
<li><strong>Janeiro de 2025 — Posse de Donald Trump e primeiros sinais de distanciamento</strong><br><br>Em <strong>20 de janeiro de 2025</strong>, Donald Trump tomou posse para o seu segundo mandato como presidente dos EUA. O Brasil não enviou o presidente Lula ou o vice-presidente Geraldo Alckmin à cerimônia, sendo representado apenas pela embaixadora Maria Luiza Viotti. No protocolo diplomático, a presença de um chefe de Estado ou vice em uma posse presidencial é um sinal de prioridade nas relações bilaterais; o envio apenas de um representante diplomático de carreira é formalmente aceitável, mas pode ser interpretado como <strong>menor ênfase política</strong> na relação, sobretudo quando se trata de um parceiro estratégico.<br><br>Meses antes, em <strong>30–31 de julho de 2024</strong>, o governo brasileiro havia enviado o vice-presidente Alckmin ao Irã para a posse de Masoud Pezeshkian. Essa escolha indicou maior peso político atribuído à relação com um membro do BRICS+ do que à representação presencial em um evento norte-americano.<br><br></li>



<li><strong>Primeiras tensões comerciais e políticas (abr–jun 2025)</strong><br><br>Entre <strong>2 e 6 de abril de 2025</strong>, os EUA implementaram uma <strong>tarifa-base de 10% sobre importações de praticamente todos os países</strong>, com possibilidade de elevação para até 50% em setores estratégicos. A medida foi apresentada como “recíproca” e fez parte de uma política comercial mais ampla que também atingiu <strong>China, México, Canadá, União Europeia</strong> e outros parceiros.<br><br>Em <strong>maio de 2025</strong>, os EUA dobraram tarifas de <strong>25% para 50% sobre aço e alumínio</strong> — medida global, não restrita ao Brasil — e elevaram tarifas específicas contra a China, atingindo setores como semicondutores, veículos elétricos e equipamentos de energia solar. Em alguns casos, tarifas efetivas chegaram a <strong>54%</strong>. No caso chinês, também houve ameaça de aumentos para <strong>125%–145%</strong>, que foram evitados com uma trégua em agosto.<br><br>México e Canadá, ambos membros do USMCA, negociaram reduções ou adiamentos de aumentos tarifários em troca de cotas de exportação e controles sobre triangulação de produtos.</li>



<li><strong>Declarações de Lula e de integrantes do governo (jan–jul 2025)</strong><br><br>No plano político, Lula e dirigentes do PT fizeram declarações críticas a Trump ao longo do período:<br><br>Chamou Trump de <strong>“fascista”</strong> e associou-o à extrema-direita global.<br>Disse que Trump <strong>“não é o imperador do mundo”</strong> e que “<strong>não é um gringo que vai dar ordem para este presidente</strong>” (17/07/2025).<br>O presidente do PT, Edinho Silva, chamou Trump de <strong>“maior líder do fascismo”</strong> (03/08/2025).<br><br>Além disso, a primeira-dama Rosângela “Janja” da Silva declarou publicamente, durante evento no G20 no Rio de Janeiro (novembro de 2024):<br>“I’m not afraid of you, fuck you, Elon Musk.”<br><br>A frase teve repercussão internacional e foi interpretada como incidente diplomático, considerando a relevância de Musk em temas de tecnologia e liberdade de expressão nos EUA.</li>



<li><strong>9 de julho de 2025 — A carta de Trump</strong><br><br>Embora as tarifas de 50% contra o Brasil já estivessem alinhadas a uma política tarifária mais ampla aplicada a outros países (México, Canadá, China, UE etc.), Trump enviou uma carta a Lula anunciando a medida e vinculando-a explicitamente ao cenário político interno brasileiro.<br><br>Logo no <strong>primeiro parágrafo</strong>, escreveu:<br>“<em>This Trial should not be taking place” e “It is a Witch Hunt that should end IMMEDIATELY!</em>”<br><strong>Tradução:</strong> “Esse julgamento não deveria estar acontecendo” e “É uma caça às bruxas que deve acabar imediatamente!”<br><br>O texto associou diretamente a tarifa ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, funcionando como um <strong>elemento político adicional</strong> (“cereja do bolo”) sobre uma medida econômica que já vinha sendo aplicada globalmente.</li>
</ol>



<p><strong>Perspectiva diplomática sobre a carta de Trump</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Instrumento legal</strong>: tarifas são ferramentas legítimas de política comercial e podem ser aplicadas conforme regras multilaterais (GATT/OMC) se justificadas por motivos econômicos ou de segurança nacional.</li>



<li><strong>Limite diplomático</strong>: ao condicionar publicamente a medida à interrupção de um processo judicial interno, a carta configurou <strong>ingerência política</strong>, tensionando princípios da <strong>soberania nacional</strong> e da <strong>não intervenção</strong> previstos na <strong>Carta da ONU</strong> e na <strong>Carta da OEA</strong>.</li>



<li><strong>Motivação geopolítica</strong>: indicou uso da política comercial como instrumento de pressão política, prática comum em disputas estratégicas, mas que gera risco de retaliações e ações na OMC.</li>
</ul>



<p><strong>Perspectiva diplomática sobre as falas de Lula</strong><br><br><strong>Precedentes</strong>: o direito internacional não proíbe declarações críticas, mas reconhece que elas influenciam a percepção e o ambiente de cooperação entre Estados.</p>



<p><strong>Efeito jurídico-diplomático</strong>: declarações públicas de chefes de Estado contra outro líder são registradas como <strong>posições oficiais</strong> e podem ser interpretadas como hostis.</p>



<p><strong>Impacto em negociações</strong>: podem afetar a confiança bilateral e servir de justificativa para respostas políticas ou comerciais.</p>



<h2 id="o-fator-eduardo" class="wp-block-heading">O Fator Eduardo</h2>



<p>Entre janeiro e agosto de 2025, a relação Brasil–EUA foi marcada por uma combinação de <strong>gestos simbólicos de distanciamento</strong> (como o nível de representação na posse presidencial), <strong>medidas comerciais globais</strong> que afetaram diretamente o Brasil e <strong>trocas de declarações públicas</strong> com alto peso político.</p>



<p>A política tarifária dos EUA seguiu uma linha dura e abrangente, mas no caso brasileiro ganhou um componente político declarado na carta de 9 de julho. As falas de Lula e de integrantes de seu governo, por sua vez, também tiveram potencial para tensionar o diálogo bilateral e criar um ambiente menos propício a negociações comerciais e diplomáticas.</p>



<p>O resultado foi uma escalada que uniu elementos <strong>econômicos, políticos e geopolíticos</strong>, com implicações diretas no comércio, na percepção mútua entre governos e na posição do Brasil dentro de arranjos multilaterais como o BRICS.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="550" height="656" data-id="2482" src="http://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/02ll2.png?x15487" alt="" class="wp-image-2482" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/02ll2.png 550w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/02ll2-120x143.png 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/02ll2-90x107.png 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/02ll2-320x382.png 320w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pres. Lula</figcaption></figure>



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</figure>



<p>O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, manteve contato próximo com Donald Trump e figuras de seu entorno político nos Estados Unidos. Informações e posicionamentos do governo brasileiro, incluindo declarações públicas do presidente Lula e de integrantes como a primeira-dama Janja, foram apresentados por Eduardo em encontros e conversas com o ex-presidente norte-americano. Essas interações ocorreram em um contexto no qual Trump já adotava a narrativa de “perseguição política” contra a direita, em linha com sua própria experiência de atentado em evento na Pensilvânia em 2024.</p>



<p><strong>Cinco ações de Eduardo Bolsonaro relacionadas ao contexto EUA–Brasil:</strong></p>



<ul class="wp-block-list pk-list-positive">
<li>Participou de eventos nos EUA com lideranças políticas alinhadas a Trump, reforçando a troca de informações sobre o cenário político brasileiro;</li>



<li>Promoveu encontros e agendas com parlamentares norte-americanos para discutir alegações de violações a direitos e liberdades no Brasil;</li>



<li>Apresentou a Trump e a aliados detalhes sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro;</li>



<li>Repercutiu internacionalmente o cancelamento de vistos de ministros brasileiros por parte dos EUA;</li>



<li>Divulgou e apoiou a aplicação da <strong>Lei Magnitsky</strong> pelo governo americano contra o ministro do STF Alexandre de Moraes;</li>
</ul>



<p>Paralelamente, integrantes do governo, incluindo o presidente Lula e aliados políticos, fizeram declarações críticas a Trump e ao seu governo em entrevistas e eventos públicos. Essas manifestações ocorreram em um ambiente global marcado por alta velocidade de disseminação de informações, no qual declarações e posicionamentos diplomáticos se propagam instantaneamente por meios digitais, potencializando seus efeitos nas relações bilaterais e comerciais.</p>



<h3 id="o-elemento-psicologico" class="wp-block-heading">O Elemento Psicológico</h3>



<p>Em julho de 2024, durante um comício na Pensilvânia, Donald Trump sofreu uma tentativa de assassinato, evento amplamente coberto pela imprensa internacional. O episódio teve forte repercussão política interna nos Estados Unidos, intensificando o discurso de Trump sobre segurança, polarização e ameaça de adversários políticos. Esse contexto reforçou sua retórica de combate a grupos que identifica como “inimigos”, frequentemente associados à esquerda política, e pode ter influenciado sua postura menos conciliatória em disputas com governos estrangeiros liderados por partidos ou figuras alinhadas a esse espectro ideológico. Na prática diplomática, experiências pessoais de líderes podem moldar sua abordagem nas relações internacionais, afetando tanto o tom das declarações quanto a disposição para diálogo ou concessões em negociações bilaterais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1160" height="690" src="http://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/trump2024-1160x690.png?x15487" alt="" class="wp-image-2488" srcset="https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/trump2024-1160x690.png 1160w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/trump2024-800x476.png 800w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/trump2024-120x71.png 120w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/trump2024-90x54.png 90w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/trump2024-320x190.png 320w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/trump2024-560x333.png 560w, https://zonnavip.com/wp-content/uploads/2025/08/trump2024.png 1165w" sizes="auto, (max-width: 1160px) 100vw, 1160px" /><figcaption class="wp-element-caption">DONALD TRUMP EM 2024</figcaption></figure>



<p>Donald Trump construiu, ao longo de sua trajetória empresarial e política, a reputação de negociador firme e estrategista pragmático, associado ao estilo de “jogar duro” em acordos. Esse perfil, somado aos eventos e fatores ocorridos entre janeiro e agosto de 2025 — incluindo a troca de declarações públicas e a ausência de gestos claros de aproximação por parte do governo Lula — criou um ambiente propício para a escalada nas relações bilaterais. Nesse cenário, as falas críticas de autoridades brasileiras funcionaram como elementos adicionais em um quadro já marcado por tensões comerciais e políticas.</p>
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